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V(iv)endo por aí...

Olá, estou Viva da Silva e o meu ser habita por entre Livros, Amores e Lugares

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E a Chloe Brown... acordou para a vida

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Após ter lido e gostado muito do segundo livro (Take a hint, Dani Brown) desta trilogia de Talia Hibbert sobre as irmãs Brown, fiquei ansiosa para conhecer a irmã mais velha de Dani, a Chloe Brown. Isto porque Chloe sofre de fibromialgia e para alguém que como eu também sofre de uma doença crónica "invisível" que passa despercebida à maioria dos mortais - mas que é real, afetando e impactando as nossas vidas, e deixando-nos muitas vezes isoladas e alheadas de quem nunca entenderá o que é sentir dores súbitas, sentimentos de depressão e tristeza vindos do nada e sobretudo um cansaço abismal que não conseguimos explicar - este livro é qualquer coisa de muito identificável. E por isso, identifiquei-me muito com esta Chloe, com a sua luta, com a sua história e com a sua paixão, que surge de forma inesperada, por Red.

“I started feeling afraid of my own body, like it was a torture chamber I’d been trapped inside.”

Se por um lado me identifico mais com a personalidade excêntrica de Dani (que é uma estudante de doutoramento bisexual, que só se quer envolver em relações sem compromisso), também existe um lado de Chloe em mim. Chloe é inteligente, forte, sarcástica, hilariante e, simplesmente, adorável! Tal como eu, ela pode parecer um pouco severa, ou até antipática, à primeira-vista, mas isso é apenas o seu mecanismo de defesa, uma barreira que ela escolheu erguer para se proteger de se magoar novamente. E... claro que também adoro uma boa dose de listas! E depois...há o Red! Oh meu Deus, toda gente merecia um Red nas suas vidas sinceramente, acho que já não se fazem assim... gentil, amoroso e maduro, o que foi muito revigorante de se ler. Ele tem falhas e, claro um passado, mas compensa com a sua honestidade e sensibilidade masculina, de modo que acho que Talia escreve os seus personagens masculinos como uma espécie de guia para aquilo que uma mulher aprecia ou não.

“I watched because...when you paint," she said softly. "You seem so vital. It was addictive. It felt like coming to life.” ; “she saw him as poetry”

Um dos principais motivos pelo qual gostei e recomendo este livro é porque ele vai tocar em vários pontos que serão certamente interessantes para alguém, tais como:
1) Os diferentes tipos de doença/cura, tanto física como emocional.
2) Suposições erradas feitas ao julgar alguém pela primeira impressão - das quais sou definitivamente culpada e também mal julgada, às vezes!
3) Sair da zona de conforto e ser aventureiro.
4) Imagem corporal positiva. Chloe Brown é uma mulher negra curvilínea (talvez plus size, mas o seu corpo não a define, tendo uma atitude de uma mulher sexy e confiante! 
5) O facto de que também os homens podem sofrer abusos emocionais nas relações.
6) Nunca é tarde para se fazer novos amigos, confiar neles e se expor!

Aqui está uma história linda, doce e sexy para os amantes da trope "enemies to lovers", mas que ainda assim também inclui alguma diversidade, não só diversidade racial, como o facto de ambos os protagonistas terem duas doenças, que muitas vezes podem ser invisíveis à maioria. Chloe sofre de fibromialgia uma doença crónica debilitante a nível físico e Red sofre de ansiedade, tendo vários problemas emocionais para resolver em consultas de terapia, e está tudo certo com isso.

Uma perfeita narração do amor sem co-dependência! Estes dois eram dois indivíduos separados que queriam ficar juntos, mas também queriam ser melhores, tanto para si quanto para o outro. 

“I need you. I'm desperate for you I'm something without you, and I'll survive without you, but I don't fucking want to, so Jesus, please don't make me.”

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