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V(iv)endo por aí...

Olá, estou Viva da Silva e o meu ser habita por entre Livros, Amores e Lugares

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2 livros que fogem à rotina

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Este A Rapariga que Desapareceu de Leslie Wolfe, não foi dos melhores thrillers que já li, mas lê-se bem e rápido (li-o no fim de semana de eleições).
Não senti muito entusiasmo ao longo do livro, acho que por não haver um homicídio ou algum mistério mais desafiante que me fizesse roer as unhas ou querer ler mais um capítulo. Inclusive fechei-o, dando-o por terminado num certo dia, quando faltavam pouco menos de 50 páginas, bem antes de encontrarem a menina que tinha desaparecido. Não existem grandes reviravoltas, os motivos são expectáveis e sinto que faltou um aprofundamento das personagens, que por norma é algo que aprecio. Este é o último livro da série com a agente do FBI Tess Winnett, contudo não existe grande história complementar a esta personagem, podendo ser lido completamente de forma isolada. Foi mesmo o meu primeiro livro da autora, e fiquei algo desiludida, mas talvez tivesse gostado mais deste livro se tivesse lido os anteriores. Provavelmente irei dar uma oportunidade aos seus mais recentes (A Cirurgiã e O Caçador), se me forem oferecidos, emprestados ou trocados.
Talvez o que achei mais interessante nesta história até tenha sido mesmo a premissa inicial (que é bastante diferente do resto da série), na qual aqui, existe um rapto duma menina de 8 anos (Paige) no meio duma multidão, após uma peça da escola, sem que ninguém se aperceba de nada, o que é simultaneamente intrigante e assustador. Gostei do desenrolar da história, do seu final e admito que para quem não leu muitos policiais na vida talvez seja um pouco surpreendente. Para mim soube-me a pouco e só dou 3,5 de classificação por sentir que a autora sabe construir um enredo apelativo e com alguma emoção, sem grandes divagações disparatas que por vezes alguns autores têm tendência a fazer.

Uma nota adicional para louvar a Biblioteca de Coruche, bem como o seu projecto itinerante pelo concelho, uma vez que este livro está no seu catálogo bem como outros igualmente interessantes e contemporâneos, demonstrando que não é preciso se ser rico para se ler mais, nem se devem apenas valorizar os grandes clássicos da literatura para conseguirmos atrair os novos leitores.

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O ABC da Vida de Helena Sacadura Cabral é quase um não-ficção, embora não seja classificado como tal, por haver talvez uma humanização do glossário que a autora nos apresenta, onde nos dá a sua apreciação pessoal sobre alguns conceitos essenciais do nosso dia-a-dia. Eu confesso que peguei neste livro para estudo, inspiração e pesquisa e de facto acho que não é um livro para se ler todo de uma vez, mas para se ir lendo, talvez em diferentes fases da vida, sempre que precisarmos de inspiração ou quando queremos dar um significado novo a uma palavra que achamos já tão bem conhecer. Foi a minha escolha para a tarefa de ler uma autora portuguesa por mês, mesmo apesar de sentir que não o li bem como leio um livro, ajudou-me a debruçar sobre temas importantes e a desbloquear um pouco a minha rotina de escrita.

«Acredito que as coisas mais belas do mundo requerem paciência, para se revestirem de um halo de esperança e entusiasmo. Muitas vezes, acreditamos que a vida nos diz «não» quando, na verdade, está apenas a pedir-nos para esperar.»